A TNFD mostra que a divulgação de risco à natureza dobrou em um ano; a ISSB vai propor, em outubro, uma orientação sobre o tema — mas escolheu não torná-la obrigatória. O que essa escolha revela sobre o horizonte de 1 a 2 anos do ESG.
A Copernicus confirmou que agosto de 2026 empatou como o mês mais quente já registrado — mas isso não é o mesmo que romper o limite do Acordo de Paris. O que os dados de seguros e produtividade do trabalho, divulgados na mesma janela, já mostram sobre risco físico que o mercado ainda não precifica…
Enquanto a CVM tornou voluntário o reporte de sustentabilidade das companhias abertas, Banco Central, Previc e Susep apertaram exigências ESG sobre bancos, fundos de pensão e seguradoras. Nos EUA, a Califórnia segue endurecendo suas próprias regras de clima em meio ao desmonte federal, e o Reino Unido ainda não decidiu a data que tornaria tudo…
A CVM tornou opcional o relato de sustentabilidade das companhias abertas, mas preservou a exigência de asseguração externa para quem decidir reportar. A norma internacional por trás dessa verificação está sendo substituída — e nem toda asseguração muda de fato a confiabilidade do dado.
A China pode bater sua meta de capacidade renovável para 2030 com até cinco anos de antecedência — e, no mesmo período, aprovou um recorde de novas usinas a carvão. O que essa aparente contradição revela sobre planejamento climático de longuíssimo prazo e cadeias de suprimento.
Enquanto mais de mil eventos discutem clima em Nova York, o governo dos EUA finalizou a revogação dos limites de emissão de termelétricas e tenta encerrar a exigência de divulgação climática da SEC. A divergência não elimina a exposição das empresas — ela a fragmenta.
Quem busca “o que é dupla materialidade” geralmente quer saber se isso ainda importa agora que a CVM tornou a divulgação climática voluntária no Brasil. A resposta é sim — mas o motivo, e o ponto onde a maioria dos relatórios falha, raramente aparecem nos guias genéricos sobre o tema.
Nature bond da Natura, revogação de limites de emissão nos EUA, objeções formais da UE à venda de níquel brasileiro à China e o impasse do mercado de carbono: o que cinco notícias da semana mudam de fato para empresas.