Mais de 2 mil empresas no mundo dizem usar um preço interno de carbono, mas o IFRS S2 agora exige provar que esse número mudou alguma decisão real — não apenas declarar a intenção de usá-lo. Entenda a diferença entre precificar no papel e precificar na prática.
COP30 terminou sem um roteiro vinculante de saída dos combustíveis fósseis, e os próprios cenários de referência usados por bancos centrais já assumem um mundo climaticamente descoordenado. O que isso significa, de forma realista, para quem planeja estratégia empresarial no médio prazo.
Um ano após o colapso das negociações em Genebra, o tratado global de plásticos da ONU voltou à mesa em 2026 — mas sem o único ponto que realmente importa para o setor químico e para quem compra suas embalagens. Entenda por que essa ausência é o verdadeiro risco de negócio.

Protótipos de cidades flutuantes prometem um território novo, sem passivo. Em Atafona, no norte fluminense, 180 metros de praia desapareceram em trinta anos — e a causa não é o mar. A distância entre as duas cenas não é de engenharia. É de governança.
O Brasil bateu recorde de 757 organizações inscritas no Programa Brasileiro GHG Protocol em 2025 — mesmo com a CVM tornando o relato de sustentabilidade voluntário. Entenda como funciona o inventário de Escopo 1, 2 e 3, onde as empresas mais erram e por que medir emissões não é o mesmo que reduzi-las.
Um giro pelas atualizações regulatórias de ESRS, ISSB, Ibama, SEC e CVM mostra que 2026 não caminha para mais regulação de sustentabilidade — caminha para divergência, com a Europa refinando regras que sobreviveram ao corte e EUA e Brasil recuando da obrigatoriedade.
Em 29 de julho de 2026, GHG Protocol e ISO anunciaram um padrão único para contabilidade de carbono corporativa. Analisamos o que essa consolidação de fato resolve — e por que os problemas mais difíceis do Escopo 3 continuam intactos.
Manchetes anunciam que a Apple e outras gigantes americanas estão deixando cair metas ESG, mas um levantamento recente mostra que a maioria das empresas mantém ou reforça compromissos. Entenda por que isso é recalibração — não declínio — e o que isso significa para PMEs que fornecem para grandes compradores.
O relatório “Limiting Overshoot” do PNUMA, divulgado em 2 de setembro, admite pela primeira vez que a meta de 1,5°C será ultrapassada nos próximos anos. Mais importante do que a data é o que essa admissão revela sobre risco físico, transição regulatória e exposição de capital para empresas.
A regulação europeia sobre produtos livres de desmatamento aplica um corte temporal que se sobrepõe à legislação brasileira. Entenda por que uma área desmatada legalmente após 2020 ainda pode reprovar no critério da UE — e o que isso significa na prática para exportadores.